A legalização dos jogos de azar no Brasil.

Enviada em 28/03/2020

De acordo com o romancista irlandês Georg Bernard, o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas idéias e ações não conseguem progredir. Nesse hiato, esse pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois o a legalização dos jogos de azar carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade, e isso, dificulta  a consumação dos pensamentos de Bernard. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil por volta desse contexto. Dessa maneira, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para a legalização dos jogos de azar. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato se reflete não só nos escassos investimentos estatais em profissionais da área fiscal, como também em recursos tecnológicos de fiscalização, alinhados a uma boa organização e propensão para liberar os jogos de azar, que impulsionaria a economia e evitaria falibilidade ao desenvolvimento da sociedade, medidas estas que tornariam o ambiente social mais eufônico, mas devido à falta de interesse dos órgãos detentores do poder, isso não é firmado.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática, é o despreparo civil acerca da problemática, pois não houve instrução na integra, impossibilitando o acesso ao conhecimento de causa, retardando ainda mais a luta pelo desenvolvimento. De acordo com o Instituto Jogo Legal (IJL), o Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 15,6 bilhões por ano ao não legalizar os jogos de azar, entretanto a possibilidade de corrupção e vício por tal jogos é alarmante na sociedade, comprovam tanto a mazela, quanto à falta de compreensão dos indivíduos ao redor dos jogos de azar na contemporaneidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.

Depreende-se, portanto, que medidas serão necessárias para resolver a legalização dos jogos de azar no Brasil. Destarte, o Estado, aliado á prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos indivíduos acerca de como se deve administrar, programar e desenvolver esse ramo de jogos, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, com participação de profissionais da área de fiscalização e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos á etiologia e tornar os jogos de azar legais perante a lei. Somente assim, aniquilar gradativamente os impactos negativos da ilegalidade do jogos e buscar o tão sonhado progresso de George Bernard.