A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 30/03/2020
Jogo do bicho, bingo e cassino são exemplos de jogos que são proibidos no Brasil desde o século XX por se tratarem de jogos de azar que configuram vício. Anos se passaram e a discussão sobre a legalidade das casas de jogos volta a ser tema no Congresso Nacional. O que, portanto, deveria ser decidido considerando os seus benefícios e malefícios?
O que mais pesa atualmente no parlamento é o vício gerado por esses tipos de jogos, pois como afirmado pelo Eurico Gaspar Dutra “eles são degradantes ao ser humano”. O ex-presidente não estava errado, é possível notar no filme Até que a Sorte nos Separe que o vício em jogos pode destruir pessoas e famílias devido a compulsão por dinheiro e apostas.
Mesmo que os problemas na legalização tenham bastante peso, com ela há maior controle sobre o dinheiro lícito movimentado no país, diminuindo os casos de lavagem de dinheiro, e com isso é possível aumentar a receita através da arrecadação de impostos. A geração de empregos é perceptível também, os funcionários das casas de jogos passam a ter seu trabalho sob regime das leis trabalhistas e passam a constituir famílias com melhor condição financeira. Com a legalidade gera incentivo ao turismo no país, gerando mais dinheiro circulando no país.
É possível notar que os benefícios pesam mais que os malefícios, cabe então ao país uma melhor estruturação na rede de saúde já que o maior problema é em decorrência da obsessão por jogos, assim como ocorre com os alcoólatras. A Universidade de São Paulo (USP) afirma que o número de viciados são apenas 1% da população brasileira. Sendo assim é necessário que o Poder Legislativo crie uma lei liberando a atuação das casas de jogos desde que o dinheiro arrecadado através de impostos seja direcionado aos afetados pelo vício. Fica de responsabilidade da prefeitura o recolhimento de impostos e repasse a Secretaria da Saúde para que ela faça os devidos cuidados em relação ao debilitado.