A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 30/03/2020
É sabido que a crise econômica atual requer novas estratégias para obtenção de lucro ao Estado, o que faz muitos políticos cogitarem sobre a legalização dos jogos de azar. Embora já existam jogos sendo realizados, esses utilizam-se de medidas ilegais que acentuam a criminalidade na sociedade brasileira. Para que o país cresça economicamente ao mesmo tempo que melhora sua segurança pública, é mister que a liberação dos jogos de azar seja realizada o quanto antes para que o Brasil tenha novas fontes de renda e uma possível diminuição nos índices de violência urbana.
Os principais argumentos dos governantes contra a legalização se concentram na questão do vício dos jogadores, entretanto, com ou sem o respaldo do governo essas práticas continuam sendo feitas. Sendo assim, a liberação dos jogos seria capaz de arrecadar tributos que trariam benefícios ao país, até mesmo ao investimento em tratamentos para reabilitação de pessoas viciadas, criando boas alternativas para todos.
Além disso, o Brasil é um dos poucos países que proíbem a prática desses jogos, fazendo com que os mesmos sejam realizados por criminosos, o que “patrocina” indiretamente a ascensão do tráfico, que leva milhares de cidadãos à morte todos os anos. De acordo com o especialista em Segurança Pública Michel Misse, “O Brasil tem o grande desafio de diminuir os 60 mil assassinatos por ano. Para isso, se for necessária a regulamentação do jogo, que seja bem-vinda.”.
Diante dos argumentos supracitados, torna-se necessária a regulamentação dos jogos por parte do Governo Federal afim de movimentar a economia brasileira através da arrecadação de impostos. Não obstante, deve ser feita a fiscalização, por parte da Polícia Militar, de todas as casas de jogos, para que assim assim seja garantido que essa prática deixe de ser comandada por criminosos. Por fim, mas não menos importante, o Ministério da Saúde deve estar apto para receber jogadores em estado de vício para que os mesmos sejam acompanhados por psicólogos e psiquiatras nas Unidades Básicas de Saúde.