A legalização dos jogos de azar no Brasil.

Enviada em 01/04/2020

Jean Paul Sartre, um dos filósofos mais remomados da França do século XX, ao refletir sobre a realidade humana definiu que a existência do homem é moldada por suas escolhas. Não obstante, muito se perde devido a ausência de um debate amplo sobre a legalização do jogos de azar em nosso país. Nesse sentido, é válido ponderar tanto sobre os riscos envolvidos com a popularização de dessa prática, quanto sobre os benefícios que essa indústria poderia trazer ao país.

Em primeira análise, há quem diga que legalização das jogatinas provocaria um aumento do número de indivíduos que lidam com o vício, ao contrário do que se pode pensar pessoas suscetíveis à dependência patológica conseguem ter acesso ao jogo, no entanto, a ilegalidade só aumenta a vulnerabilidade desses indivíduos. Exemplo disso foi a lei seca estadunidense que, na década de 20, tentou estabelecer a proibição de bebidas alcóolicas e deploravelmente só teve êxito em perpetuar uma rede de tráfico que vitimou milhares.

Outrossim, é válido ressaltar que a falta de opções de jogatas dentro da esfera de legalidade, inibe as potenciais vantagens que essa atividade de lazer poderia trazer ao Brasil. Nesse contexto, é inegável que essa demanda poderia proporcionar uma arrecadação de impostos e geração de empregos cruciais em uma economia em crise. Em vista disso, precisamos questionar a ideia de não conseguiriamos ter controle sobre essa atividade, ou os receios muitas vezes motivados por princípios religiosos.

Faz-se necessário, portanto, que agentes como o Poder Legislativo incentive o debate sobre o tema e possível modificação da legislação, por meio de uma análise detalhada de posssíveis modelos econômicos que poderiam ser adotados, com a presença de especialistas e empresários do ramo, vindos de potências como Los Angeles e Seul. Espera-se, com isso, não só chegar a um acordo no que tange à esse impasse social, mas ir de encontro à corrente filosófica do existencialismo, seguida por Sartre, tomando decisões significativas para nossa sociedade e futuro.