A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 06/05/2020
Do Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como esses retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse contexto, percebe-se, atualmente, um aprisionamento social relacionado aos empoasses da legalização de jogos de azar no Brasil. Assim, é importante retratar uma passividade do Estado com tópicos de jogos de sorte no país e o lucro de filiações criminosas com essas práticas.
Em primeiro plano, vale destacar o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu conceito acerca da “modernidade líquida”, que ressalva que as sociedades contemporâneas são marcadas pelas instabilidades das relações dos Estados com os meios sociais. Nesse contexto, a teoria proposta por Bauman é observada no Brasil, uma vez que a preocupação do governo em volta da atual situação do país com os jogos de azar, como forma de propor meios efetivos para lidar com esses atos, encontra-se pouco dizimada. Essa infeliz esfera ocorre, principalmente, devido a ausência da valorização dos políticos brasileiros com esferas problemáticas mais diversificadas no país, que acabam valorizando tópicos de interesses próprios e não investem em políticas públicas de melhorias no deficitário tratamento dado aos jogos de sorte.
Em segundo plano, o descaso Estatal contribui para a comercialização dos jogos de azar por organizações criminosas. Sob essa ótica, vale ressaltar a obra cinematográfica “Cidade de Deus”, do diretor brasileiro Fernando Meirelles, que retrata a vida de vários jovens que são envolvidos com a comercialização de drogas devido, principalmente, a uma negligência estatal social e econômica, presente nesses locais. Acerca dessa lógica, a contínua indiferença do governo com os jogos de sorte aproxima a população da sociedade deficitária do filme, na medida em que filiações encontram nos jogos uma oportunidade para gerarem lucros próprios, estimulando um aumento dessas práticas por formas ilegais e, gerando assim, um lucro isento de regras e livre de impostos e por essas empresas.
Portanto, o Estado brasileiro -principal responsável pelo bem-estar social- deve, por meio de políticas públicas que irão legalizar as práticas dos jogos de azar no país, garantir uma melhor manutenção e cuidado com essas formas de entretenimento no país, com o objetivo de que a sociedade possa ter impactos mais positivos acerca da práticas dos jogos e o Estado aumente o cuidado social. Consequentemente, a utilização dos jogos de sorte como meio de enriquecimento por formas ilegais será diminuído, uma vez que essa prática será legal e sujeita às leis. Assim, o aprisionamento do brasileiro em barras poderá ser revertido.