A legalização dos jogos de azar no Brasil.

Enviada em 13/10/2020

O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências da Natureza, no que concerne aos jogos de azar no Brasil, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude da dicotomia de opiniões acerca da legalização dessa modalidade. Diante dessa perspectiva, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que tem como causas: falta de conhecimento legitimado e questões socioculturais.

Deve-se pontuar, a princípio, que a escassez de informações confiáveis configura-se como um grave empecilho no que diz respeito ao conhecimento da sociedade sobre os jogos de azar. Acerca disso, em países desenvolvidos essa modalidade de jogos não só é legalizada, mas também movimenta a economia do país, como o famoso cassino em Las Vegas, principal responsável pela atração turística à cidade. No entanto, no Brasil, pouco se sabe sobre esse potencial lucrativo devido à falta de democratização dos benefícios dessa atividade que, até então, segue na ilegalidade. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. De fato, se as pessoas não têm acesso à informação séria, sua visão sobre essa atividade lúdica será limitada.

Além disso, a lenta mudança na mentalidade social apresenta-se como fator complementar que dificulta a efetivação da legalização desses jogos. Sob o prisma do sociólogo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Conforme essa lógica, é possível perceber que a problemática dos jogos de azar é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo. Ora, uma vez que as pessoas crescem inseridas em um contexto social que recrimina essa prática, devido a doutrinas religiosas e ao potencial vicioso dessa recreação, a tendência é que essas generalizações enraizadas persistam na consciência moral do sujeito, de forma a fazê-lo ignorar os benefícios mencionados. .

Torna-se imperativo, portanto, desenvolver medidas que ajam sobre os entraves supracitados. Para esse fim, Para que isso ocorra, o Ministério da Economia, órgão do executivo responsável pela administração econômica e principal interessado pelo potencial lucrativo desses jogos, por meio de uma associação ao MEC, deve desenvolver palestras e debates em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, com o apoio de especialistas no assunto, a fim de trazer mais lucidez sobre os benefícios e as complicações dos jogos de azar, bem como sua possível legalização. Dessa maneira, será possível reordenar o sistema ao promover o equilíbrio desse impasse.