A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 17/05/2020
Sorte, azar, falências e vícios
Las Vegas é uma cidade americana famosa pelos seus cassinos e jogos, quais a transformou em uma das cidades turísticas mais visitadas do mundo. Porém, no Brasil essa prática é proibida e há controvérsias entre prós e contras para que essa problemática persista em debate no país. Nesse sentido, são discutidas uma possível solução para amenizar a crise econômica do país e as possibilidades de vícios e problemas para a saúde mental advindos desse ramo.
Primordialmente, segundo dados do IBGE, o desemprego atinge mais de 12 milhões de brasileiros. Além disso, visando a grave crise econômica enfrentada pelo país, a liberação poderia ser favorável tanto para o governo quanto para a sociedade. Visto que uma partida pode gerar muito lucro aos ganhadores e principalmente aos intermediadores dos jogos, de modo a beneficiar hotéis, agências de turismo e toda uma cadeia econômica. Segundo a Associação Americana de Jogos, os cassinos nos Estados Unidos geram 1,7 milhões de empregos e tem um PIB de 240 bilhões de dólares, números que mostram o motivo dos jogos de azar fazerem parte da cultura americana.
Entretanto, é importante salientar que é papel do Estado garantir saúde aos seus cidadãos, conforme a Constituição Cidadã de 1988. Ademais, de acordo com o site O Globo, a dependência da prática de jogos é a terceira maior no mundo, perdendo apenas para o álcool e tabaco. Sob essa ótica, a legalização poderia provocar inúmeros cidadãos vitimizados pelo ciclo vicioso e acometidos por endividamentos e desgastes psicológicos, prejudicando a saúde mental. Nesse contexto, o empresário britânico Justyn Larcombe, conhecido por perder todo seu capital e patrimônio em apostas, é um exemplo perfeito do mal que os jogos de azar podem trazer a vida de uma pessoa.
Portanto, é notório que antes de liberar os jogos de azar, visando o bem-estar da população, urge que o Governo e o Ministério da Saúde criem leis, por meio do Poder Legislativo, que imponham limites e proíbam as pessoas de apostarem todo seu patrimônio, e que controlem a frequência dos jogadores, para que vícios e falências sejam evitadas, de modo que a saúde mental seja preservada. Diante disso, a liberação seria favorável para o desenvolvimento do país e da sociedade brasileira.