A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 27/05/2020
Segundo o mundialmente reconhecido físico Albert Einstein, “é impossível ganhar na roleta”. Sendo essa apenas uma dentre outras atrações em cassinos, é provável que o pessimismo de Einstein estenda aos jogos de azar no geral, o que questiona a legalização de tais no Brasil. Destarte, tanto por motivos matemáticos, quanto pela esfera econômica do país, evidenciar-se-á o potencial catastrófico de tal legalização.
Primeiramente, afirma-se que, com base em probabilidade, os apostadores sempre perderão. Isso porque, calculando-se o “Expected Value” de cada jogo, nota-se a tendência, a longo prazo, de lucro para “a casa”. Embora seja algo previsível, em uma nação com cidadãos “que nunca desistem”, é eminente o risco financeiro que os apostadores podem sofrer, fato que é coautor à não legalização dos jogos de azar.
Outrossim, em um país economicamente frágil, o caos pode ser ainda maior. Com isso, considerando as chances de fracasso dos apostadores, caso os cidadãos testem a sorte nas “casas”, a atual crise econômica seria intensificada e o país ficaria a deriva não só das empresas de hoje, mas do que esqueleto dos jogos de azar. Evidência disso é o documentário “The Corporation”, cujo fito é evidenciar a manipulação empresarial à qual os países estão sujeitos.
Portanto, visto a intempestividade dessa problemática, infere-se a imperiosidade em dissolvê-la para desviar de um cenário nefasto como o supracitado. Para tanto, compete à Justiça Federal, por meio do poder decisório sob o arcabouço legal do Brasil, o dever de continuar barrando a legalização dos jogos de azar no país, o que pode ser ajudado pela divulgação do poder destrutivo das “casas” aos deputados, a fim de distanciar o espectro econômico brasileiro de tal caos. Desse modo, seguindo os dizeres de Einstein, dissonar-se-ia de uma catástrofe financeira no Brasil.