A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 09/07/2020
No filme nacional ‘’Até que a sorte nos separe 2’’ Tino gasta toda a herança de seu tio falecido em apostas durante sua viagem à Las Vegas, provocando uma grande frustração e abalando a relação com sua família que necessitava daquela herança para sobreviver. A realidade não está distante dessa situação. Jogos de azar são prejudiciais á saúde, relações sociais e familiares, colocando em risco o setor financeiro das pessoas, já que envolve um capital relativamente alto, e sem um controle pode causar danos irreversíveis, aumentando os casos de doenças psicológicas no país. Porém, apesar de piorar a área da saúde no Estado, a legalização dos jogos de azar geraria uma significativa melhora na economia, já que promove considerável movimentação de capital, além de maiores vagas de emprego.
Nesse contexto, estabelecimentos que incluem apostas em dinheiro podem vir a trazer inúmeras consequências para o emocional do jogador. Sem fiscalização e limites nos acordos, a porcentagem de pessoas que se preocupam em colocar em risco apenas aquilo que não será prejudicial é quase nula, já que eles os influenciam de tal maneira que anestesiam todo o lado consciente de seus pensamentos. Dessa forma, as frustrações causadas pelas dívidas e perdas em excesso tornariam os jogadores emocionalmente instáveis, ampliando os casos de depressão, ansiedade e suicídios no país.
Em contrapartida, a legalização acarretaria em significativa melhora na área da economia, através de impostos e tributos. Na época em que eram legais no Brasil, cassinos geravam uma movimentação de até 34,1 bilhões de reais por ano, de acordo com o presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal, Magnho José Santos de Sousa. Ademais, a quantidade de novas vagas de emprego seria alta, já que a área do turismo sempre foi uma alternativa para tal. Nos Estados Unidos, onde são legalizados, cassinos atribuíram um total de 1,7 milhões de empregos até 2018.
Logo, para que os jogos de azar sejam legalizados no Brasil, medidas são necessárias para resolver os impasses. É necessário que o Ministério da Economia junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) criem uma plataforma digital que controla todas as ações realizadas, limitando o valor apostado para que não haja prejuízo aos jogadores, de forma que cada participante se cadastre de forma rápida e eficiente e tenha suas ações controladas, além de poderem conferir se houve algum engano ou se os prejuízos e ganhos coincidem, garantindo que recordem tudo o que movimentaram em determinada data para que não haja trapaça. Também que o Ministério do Turismo contrate fiscais responsáveis por fiscalizar o decorrer dos jogos, evitando brigas e confusões e gerando mais empregos aos brasileiros, afastando nossa realidade da de Tino, evitando frustrações e abalos nas relações sociais e familiares e utilizando da tecnologia a favor da economia.