A legalização dos jogos de azar no Brasil.

Enviada em 15/08/2020

Na obra “A Cidade do Sol”, do escritor e pensador Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a legalização dos jogos de azar no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, cabe pontuar tanto o egoísmo das empresas de jogos quanto a falta de mudança desse quadro como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.

Nessa perspectiva, cabe pontuar que a manipulação das estatais em garantir o lucro para si, é um aspecto que implicará na decisão desse óbice. À luz dessa ideia, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida” afirma que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo, ou seja, todas as ações são voltadas para garantir o benefício próprio. Não há como negar, portanto, que as entidades de jogos de azar procuram obter o maior índice de lucratividade independente do que poderão causar na vida do apostador.

Outrossim, é imperativo ressaltar que com a implementação dos casinos, o país, gerará lucro e empregabilidade. À vista disso, de acordo com o jornalista irlandês George Bernard Shaw, o progresso é impossível sem mudança. Nesse sentido, para que ocorra esse plano, é necessário que as organizações procuram a imparcialidade e a isonomia independente do capital financeiro acumulado. Dessa forma, garantirá a diminuição do desemprego e aumentará o PIB da nação.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações de cunho legislativo que combaterá, caso ocorra, o roubo das instituições do ramo de jogos de azar. Tal ação pode ser efetivada por meio do Poder Legislativo com o veto da lei proposta pelo governo, a fim de garantir a proteção dos apostadores. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja assimilada.