A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 26/10/2020
Segundo o economista Milton Friedmann, a proibição de produtos socialmente aceitos só leva a criminalidade. Sob essa ótica, fica claro que impedir a existência de jogos de azar só fomenta o comércio ilegal. Dessa forma, levando em conta que a proibição só leva ao desejo, e consequen-temente a fomentação do crime organizado.
Em primeira análise, urge visar os impactos da crimi-nalização de práticas comuns. Nesse sentido, como acon-teceu nos Estados Unidos com a Lei seca, criar leis que não condizem com o dia à dia da população não tem efeito real na vivência do povo, devido ao caráter impositivo des-sas. Á vista disso, fica exposto que proibir jogos que não são tidos como imorais, não surte efeitos bons na prática.
Ademais, é valido implicar os efeitos da criminalização para as quadrilhas organizadas. Nesse contexto, tendo como exemplo a proibição das drogas, pode-se citar o caso do Colorado, que ao legalizar a maconha além de diminuir os índices de tráfico, fomentou a criação de vários super-ricos por todo o estado. Dessarte, vê-se que a legalização é um ótimo caminho para acabar com a fomentação do crime organizado.
Isto posto, no que tange a liberação de jogos de azar, cabe ao Ministério de Seguraça pública junto ao Congresso Nacional, por meio da abertura de mercado, à exemplo do que ocorreu no Colorado, acabarem com o monopólio ilegal de atividades socialmente aceitas. Para que assim, a população possa ter acesso a atividades de lazer sem terem o risco de estarem financiando quadrilhas, seguindo dessa maneira a filosofia defendida pela Escola de Chigado.