A legalização dos jogos de azar no Brasil.

Enviada em 28/12/2020

Ao abordar o uso da matemática e os benefícios dos jogos de azar, o filme “Quebrando a Banca” demonstra a viabilidade na acumulação capital por meio de apostas. Fora das telas, sabe-se que, no Brasil, a legalização de tais jogos caracteriza-se como um desafio inerente à realidade econômica vigente. Isso se deve não somente pela propensão à propagação do vício entre os participantes, mas também pela tendência à criação de lobbys.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a propagação do vício entre os participantes. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, é dever do Estado garantir a coesão e a ordem social. Nesse sentido, constata-se que tal postura omissa favorece diretamente a propensão ao vício, refletindo de forma negativa na sociedade brasileira e, portanto, contrariando o preceito citado por Hobbes.

Ademais, é válido ressaltar a criação de lobbys como agravante do problema, tendo em vista que, se infere diretamente como um risco à democracia, a qual, de acordo com a filósofa Marilena Chauí, deve ser um sistema igualitário, sem ações que prejudiquem um grupo em prol de outro. Diante de tal afirmação, revela-se que tal panorama ratifique um cenário caótico não somente para a economia brasileira, mas também para a população em geral, evidenciando-se, portanto, a exclusão de certos indivíduos.

Infere-se, indubitavelmente, que medidas são necessárias para a resolução das problemáticas. Deve-se então, por meio de uma campanha publicitária elaborada pelo Instituto Jogo Legal (IJL) e ministrada em redes sociais como: “Instagram” e “Facebook”, garantir o fim da propagação do vício entre jogadores e da criação de lobbys, a fim de tornar possível a legalização dos jogos de azar no Brasil. Espera-se que, com tal medida, um Brasil economicamente próspero seja alcançado.