A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 30/12/2020
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em fatos sociais, o indivíduo é influenciado por tudo aquilo que o cerca e trabalha motivando aqueles ao seu redor. Nesse contexto, observa-se a analogia com os jogos de azar no Brasil, visto que influencia diretamente toda a população e se discuste a respeito de sua legalização, a considerar seus benefícios e malefícios. Logo, tornam-se imprescidíveis caminhos para combater tais desvantagens e usufruir dos pontos positivos dos jogos.
Desde o período 3000 a.C, os povos Sumérios já utilizavam de um dado de seis faces, feito de osso extraído do calcanhar de animais denominados Astrágalo ou Talus. Contemporaneamente, existem cassinos, jogos de bicho, bingos e demais apostas que comprovam que o ser humano, mesmo em épocas distintas, sempre esteve relacionado a jogos de azar. Com isso, discute-se sobre a legalização dessas distrações, haja vista que esse hábito está presente no cotidiano e possui pontos positivos, entre eles, a arrecadação de impostos, que antes eram sonegados, a geração de empregos e rendas e a diminuição da corrupção por parte de alguns policiais ou oficiais que fiscalizam. Além disso, de acordo com os projetos e pesquisas realizadas no Congresso Nacional, estima-se que 29 bilhões de reais de tributos são arrecadados em três anos com esse entretenimento, comprovando que essa prática está, cada vez mais, ativa no âmbito social e que o dinheiro adquirido poderia ser revertido em ações para população, como investimentos na área da saúde, educação, segurança, entre outros setores.
Contudo, os jogos também apresentam seus pontos negativos, sendo eles, a lavagem de dinheiro, já que muitos empresários usam da situação para ressignificar dinheiros ilegais, a fiscalização frágil, em virtude de poucos funcionários para investigar cada região, a programação de máquinas para que percam na maioria das apostas, com o intuito de enganar os jogadores, além, sobretudo, do vício descontrolado de grande parte das pessoas. Segundo a pesquisa realizada no departamento de psicologia, da USP, Universidade de São Paulo, 50% dos jogadores mais compulsivos foram demitidos do trabalho por chegarem atrasados nos seus serviços, por desviarem dinheiro do caixa para as apostas e por falsificação de cheques e até roubos. Assim, evidencia-se a gravidade dessa diversão, quando não aplicada racionalmente e busca-se soluções que revertam o quadro supracitado.
Portanto, a fim de legalizar os jogos de azar, reparando os malefícios gerados por ele, faz-se necessário o aumento de fiscalizações, com a atuação do governo, por meio de leis, uma vez que intensificará buscas e investigações em distintos locais de uma região, contando com amparos psicológicos, em casos mais severos. Dessa forma, ter-se-á uma sociedade mais preparada para aderir aos jogos e influenciada positivamente, como proposto por Dukheim.