A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 06/06/2025
Apesar de a Organização Mundial da Saúde ter reconhecido em 2022, que o vicío em jogos é um transtorno psiquiátrico e necessita de acompanhamento e tratamento contínuo,na atualidade tal reconhecimento é deturpado, visto que empecilhos sobre a legalização dos jogos de azar estão presentes na sociedade. Desse modo, o capitalismo e a autodestruição são as principais causas e consequências desses conflitos.
Nesse contexto, a busca pelo capital torna-se um perpetuador do impasse. Destarte, de acordo com Intituto Jogo Legal, a legalização dos jogos de azar renderia bilhões ao mercado brasileiro. Sob essa ótica, denota-se que as pessoas que querem a legalização dos jogos alegam que daria um bom lucro ao país, mas esquecem que esse ganho nos jogos se alimenta da perda dos outros. Assim, de fato teria uma boa rotatividade o capital, porém de forma não ética, com o prejuízo e a detruição financeira alheia, haja vista que esssas competições de sorte aproveitam da fragilidade financeira dos indivíduos para enganar e lucar em cima deles.
Ademais, surge a conduta autodestrutiva como resposta desse alarmante panorama. Por essa perspectiva, conforme a música “Ilusão” do MC Hariel: Prejudicou, perdeu tudo o que tinha, a família, os amigo, hoje não tem mais nada. Sob esse viés, os dependentes em jogos destroem a si mesmos e a sua família, já que muitos jovens, ao tentarem mudar suas vidas, acabam apostando em jogos de azar, já que prometem retorno alto e rápido. Assim, vira um ciclo sem fim, pois por ter essa ilusão quanto aos cassinos, os cidadãos estão sempre comprometendo não só o financeiro familiar, mas também o psicológico e o emocional de seus parentes.
Portanto, com intuito de mitigar os problemas quanto a legalização dos jogos, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de “workshops” nas escolas atenderiam os viciados e debateriam com a população se a legalização dos jogos de azar seria o ideal mesmo.