A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 21/03/2022

A Constituição da República de 1988, dispõe no seu artigo 210, que “O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa”, não deixando qualquer dúvida que esse idioma é o oficial que deve ser adotado para todo ensino no território nacional. Isto é, linguagem neutra tem como objetivo de evitar o uso dos gêneros tradicionalmente aceitos pela sociedade, de modo a tornar a comunicação mais inclusiva. Mudar a linguagem, não irá mudar nem as condições sociais, nem a natureza das pessoas preconceituosas. Convém que, essa imposição na linguagem como estratégia de combate a preconceitos é falho.

Entretanto, é absolutamente antidemocrático que movimentos de minorias, tais como os que propagam o chamado “dialeto” ou “linguagem não-binária”, que hodiernamente toma assalto as escolas, pretendam modificar a língua oficial impondo diretamente nas salas de aula, o ensino de uma linguagem que substitua a grámatica e a língua oficial, sem antes ter submetido tal pretensão a uma decisão geral da nação, após amplo debate social, e sem aprovação maciça da população brasileira.

O filósofo brasileiro, Mário Ferreira, salientou: “Uma das mais tristes características de nossa época, e que já se vem processando há tres séculos , é o esvaziamento das palavras dos seus verdadeiros conteúdos etimológicos e intencionais”. Diante disso, esta distorção crescente, verificou também, na decadência romana e no baixo latim, com grave prejuízo para o patrimônio cultural da humanidade. Por um lado, fica claro que não há outras motivações a não ser ideológicas para suscitar a defesa desse dialeto, cujo uso apenas prejudica e exclui os demais cidadãos. Os surdos, por exemplo, teriam dificuldade de fazer a leitura labial se o interlocutor fizesse uso da

“Linguagem neutra”; os cegos teriam mais dificuldade ainda de adaptação uma vez que softwares de leitura não fazem a tradução não binária. Fora a maioria esmagadora da população, que não entende por que razão a língua portuguesa deveria ser modificada em prol de uma minoria não binária.

Logo, os indíviduos devem se comunicar sem excluir ou invisibilzar nenhum grupo e sem alterar o idioma. Dessa forma, formentar o diálogo entre o poder público para obter apoio em projetos em respeito a identidade de gênero.