A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 01/05/2022
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da linguagem neutra no Brasil. Isso ocorre devido a ausência de refexão e o individualismo.
Efetivamente, a falta de pensamento crítico pode ser evidenciado como um problema que impede o debate eficaz sobre a linguagem neutra. Desse modo, segundo Hannah Arendt, o que caracteriza os direitos é a possibilidade de tê-los. Isso pode ser aplicado na realidade brasileira como uma forma de liberdade para as pessoas serem chamadas pelos pronomes que desejarem. Entretanto, a linguagem neutra tem um impacto em outros grupos sociais.
Sob uma segunda análise, o individualismo presente na sociedade faz com que não se observe essa discussão sobre outros aspectos. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada por relações sociais fragmentadas, sendo predominante o individualismo. Isso significa que as relações são alteradas de acordo com interesses próprios, não havendo uma consideração com a perspectiva do outro. Nesse sentido, dislexos e autistas, por exemplo, teriam uma maior dificuldade de adaptação caso a linguagem neutra fosse oficializada. Isso só comprovaria a teoria de Bauman, uma vez que a conquista de um grupo traria prejuízos a outra.
O Governo deve, portanto, instituir um comitê com especialistas de várias áreas, como antropólogos e sociólogos. Essa ação se dará por meio de um debate mais sério sobre a linguagem neutra no Brasil, considerando todos os aspectos positivos e negativos de tal mudança. Isso será feito a fim de remediar não somente a ausência de reflexão como também o individualismo, uma vez que a escuta ativa de outras opniões vai de encontro ao individualismo tão presente na sociedade brasileira.