A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 21/03/2022

É recorrente na mídia brasileira, a dicussão acerca das questões de gênero. No entanto, as polêmicas sobre neutralidade da língua têm atingido níveis extremos, causado preocupação entre educadores, pais e até mesmo entre alguns jovens. É inadmissível que algo tão complexo seja inserido nas escolas sem antes passar por um estudo mais aprofundado, regido por especialistas e não embasado somente em um discurso do de respeito às diferenças e de combate ao preconceito.

À medida que a linguagem neutra foi adentrando ao espaço escola, o desconforto foi aumentando, principalmente entre as pessoas que estão ligadas ao Ensino Fundamental, afinal muitas crianças ainda não possuem a sexualidade desenvolvida a ponto de participarem de discussões acerca desse tema. Na cabeça de uma criança que ainda não atingiu a puberdade e não sente atração nem pelo sexo oposto e nem pelo próprio sexo, poderia nascer uma precipitada ideia de neutralidade de gênero.

Conforme a Constituição Federal brasileira, é dever da escola, da família e da sociedade garantir a segurança e a boa educação das crianças. Ora, se é possível simplificar, educando para o respeito às diferenças, para que haja cuidado e empatia uns cons os outros, não há por que dificultar trazendo para o chão frágil da escola, de forma tão abrupta, algo tão complexo como a linguagem neutra.

Ademais, para alguns jovens, a tão temida Língua Portuguesa, que já é vista como um dos maiores terrores da escola por ser considerada muito complicada, ganharia novas alterações, tanto na pronúncia quanto na escrita, tornando-se ainda mais desafiadora.

Dessa forma, fica evidente, pela complexidade do assunto, que a mídia tem papel importantíssimo, juntamente com os órgãos governamentais ligados à educação, de não incentivar a aplicação prematura de uma ideia ainda em processo de amadurecimento, pois isso poderia causar sérios problemas ao desenvolvimento sexual e social das crianças. Vale ressaltar que é preciso focar no combate ao preconceito, mas essa é uma atividade que se faz com respeito às escolhas de cada um, não com imposições ou cedendo a um modismo.