A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 03/05/2022

Segundo a filósofa alemã Hannah Arendt “a pluralidade é a lei da terra”. No entanto, não é isso que ocorre no que se refere a linguagem neutra em debate, que se configura como um problema a ser superado. Tal situação é preocupante, pois segue sendo influenciado pelo preconceito, e também pela alienação da sociedade brasileira.

Nesse viés, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito que cerca essa questão. Nesse sentido, a fixação dessa variedade linguistica não binária seria uma forma de inclusão, pesquisa feita pela faculdade de medicina de Botucatu mostra que cerca de 2% da população brasileira são pessoas transgênero ou não binária, o uso do pronome neutro traria visibilidade a uma porcentagem da população que é sempre posta á margem. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.

Ademais, é fundamental apontar a alienação como impulsionador desse preconceito quanto a essa minoria no Brasil. De acordo com opositores, essa nova variedade da lingua portuguesa é uma “falta do que fazer”, causando rusgas no que concerne ao tema, dificultando a acessibilidade do conhecimento desses novos pronomes. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindivel que o governo, por intermédio dos meios de comunicação, invistam em propagandas informativas sobre o assunto. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente sobre o direito do próximo, onde o estado desempenhará corretamente seu “contrato social”, respeitando também a pluralidade dita pela filósofa alemã.