A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 23/03/2022

No que se refere à linguagem neutra em debate no Brasil, pode-se perceber que é um assunto bastante abordado na internet, visto que não só pelo uso recorrente das palavras neutras nas redes sociais por um grupo de pessoas, como também há discussões contra a mudança, pois dificultariam a leitura. Assim, é imprescindível melhor análise dessa problemática.

Primeiramente, é possível afirmar que no espaço virtual já é comum a visualização de termos neutros, ou seja, não especificando o gênero, tais como amigxs e el@s, isso se deve a determinadas pessoas que não se identificam como homens ou mulheres, conhecidos como pessoas não-binárias. Apesar do senso comum acreditar que são casos raros, essa visão têm mudado, em virtude do aumento de pessoas que se identificam como não-binárias, a cantora Demi Lovato, por exemplo, em entrevistas, afirmou que não se identifica com nenhum dos dois gêneros. Logo, fica evidente que assim como o colonialismo é livre na fala dos brasileiros, sem cobranças, a linguagem neutra pode ser, também, na internet.

Vale ressaltar que a Academia de letras considera o gênero masculino como neutro, portanto, não seria necessário nenhuma mudança. Outrossim, a ideia de uma alteração das palavras dificultaria a compreenção da leitura, de tal forma que os indivíduos que não estão acostumados e não têm conhecimento sobre essa nova forma de escrita neutra seriam prejudicados. Por isso, a mudança da linguagem formal da língua portuguesa para termos neutros seria inviabilizada.

Destarte, são indispensáveis medidas que sejam capazes de axiliar no embate sobre a escrita neutra no país. Por conseguinte, o Ministério da Educação deverá continuar com a norma padrão da lingua portuguesa em diferentes gêneros, porém abrindo excessões em reconhecer a linguagem neutra e manter livre em alguns campos, como na internet e colégios. Além disso, estabelecer um espaço nas escolas para o ensino da nova escrita neutra, onde os professores devem ser treinados e atualizados sobre o asssunto, explicando o contexto cultural da linguagem sem gêneros, de tal forma que aumente a inclusão desse grupo não-binário.