A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 25/03/2022

O programa norte-americano “A vida de Jazz” conta a jornada de uma menina transgênero, onde é discutido os preconceitos da sociedade devido a garota não se encaixar ao seu gênero biológico. Assim como a Jazz, diversos jovens brasileiros não se identificam com seu gênero de nascimento, desse modo, colocou-se em pauta a discussão sobre a linguagem neutra no Brasil. No entanto, assim como nos Estados Unidos, tal debate enfrenta um grande obstáculo no país: o preconceito.

Primeiramente, é importante ressaltar que, de acordo com dados do G1, o Brasil é o país que mais mata pessoas transgênero no mundo, tal informação revela mais uma face do preconceito à essa população no país. Entretanto, o ataque à pessoas que não se identifica com seu gênero biológico vai muito além de assassinatos, pois se encontra também no seu dia a dia, porque a maioria dos brasileiros ainda reluta contra a linguagem neutra no país, evidenciando uma luta constate da população transgênero pelo respeito ao pronome que se identificam.

Outrossim, é notório analisar que a linguagem é mutável e vai muito além do dicionário. Sendo assim, do mesmo modo que a palavra “você” sofreu diversas mudanças durante a história do Brasil, é possível que os pronomes também sofram mudanças. Além disso, a linguagem neutra cria espaço para que a população se informe sobre seu objetivo, o que torna viável a diminuição de pré-conceitos. Indubitavelmente, tudo isso contribui para que o país se torne um lugar mais inclusivo.

Em suma, com o intuito de mitigar tal problemática, necessita-se de uma postura ativa do Estado, sendo assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em palestras em escolas públicas no país, tendo por objetivo explicar a importância da linguagem neutra como forma de respeito e diminuir pré-conceitos acerca do tema. Somente assim, em médio e longo prazo, o programa da Jazz será menos semelhante à sociedade brasileira e o Brasil será um país menos preconceituso.