A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 30/03/2022
De acordo com a Constituição Federal de 1988, constitui como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, construir uma sociedade livre, justa e solidária. No entanto, o texto normativo não produz efeitos na sua totalidade, uma vez que o Estado ainda não foi capaz de realizar a inclusão da população. Diante disso, colocar em pauta discussões referentes à elucidação dessa adversidade é imprescindível para solucionar esse quadro e, desse modo, edificar caminhos para a construção de uma sociedade estimável.
Primeiramente, é importante destacar que segundo Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a estimativa da população LGBT no Brasil é de cerca de 18 milhões de pessoas. Nesse sentido, a linguagem neutra é algo que traz representatividade e o bem-estar de um grupo de indivíduos.
Porém, conforme o Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística ( IBGE ), somos 214 milhões de brasileiros. Por tal visão, não da pra mexer na estrutura de uma língua de um país e algo muito complexo, modificar a língua por conta de uma minoria causa um contradição, pois vivemos em um estado democrático onde a maioria não se identifica com esse padrão. Além disso, abre uma margem para todas as minorias existentes em modificarem o que bem intenderem sobre diversos assuntos, o que acarretaria em um caos, instabilidade politíca, econômica e social.
Portanto, é extremamente necessário que o poder público se empenhe, de modo efetivo, respeitando todas as minorias, iguais todos os cidadões brasileiros, garantindo seus direitos e deveres conforme nossa constituição. Sendo, por meio de um plebiscito, conferindo se a maioria é a favor a linguagem neutra, igualmente com o papel democrático estabelecido em nossa constituição.