A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 29/04/2022

Na série " Rebeldes “, do serviço “Netflix”, a personagem Emília corrige as falas dos seus colegas diversas vezes. Quando esses usam a palavra “todos” Emília retruca: " - todes ! “, usando o gênero neutro. Já, fora da ficção, no Brasil esse tema está em constante debate. Devido ao uso constante dessa linguagem no meio coloquial e ao preconceito, disfarçado de ameaças à gramática normativa atual.

Primeiramente, é notório que, uso do gênero neutro entre os jovens, nos Espaços coloquiais, como: na fala e na web, vem se tornando cada vez mais comum. De fato, essa atitude é proveniente da relação mais próxima que os jovens têm com a comunidade LGBTQI+. Ademais, sendo o Brasil, segundo o portal G1 de Notícias, o país que mais mata LGBT’s no mundo, é de extrema importância o uso dessa derivação da língua. Pois, significa uma diminuição da segregação entre a sociedade tida como " normal " de minorias marginalizadas, assim como: transexuais, travestis e não binários.

Por outro lado, o preconceito da comunidade heteronormativa - aqueles que enxergam heterossexualidade como a única correta - se manifesta, até mesmo, na língua. Visto que, o fato da linguagem neutra, na gramática do português brasileiro, fazer sempre o uso do sufixo " o " que, também designa gênero masculino,  se transforma em embasamento para argumentos contra o uso do gênero neutro. Porém, enfatizando que a dificuldade é a de que mudar normas gramaticais aos “45 do segundo tempo” traria muitas confusões, mas mesmo que subliminar o desrespeito para com as minorias, sempre aparece em algum instante.

Por fim, para que diminua-se o preconceito para com as parcelas marginalizadas da sociedade, é preciso que o Ministério da Educação em parceria com instituições de ensino, promovam a educação que inclua gênero neutro na fala e interações coloquiais entre o alunado, por meio de aulas regulares, de maneira a garantir que haja maior inclusão social da comunidade LGBT, diminuindo, assim, os níveis de agressão na sociedade. Em adição, o Estado deve divulgar propagandas sobre o tema em questão. Para que, por fim, Emília não precise mais corrigir seus colegas e suas falas.