A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 06/04/2022

Todo cidadão tem o direito, e deseja, ser incluso na sociedade de modo que haja respeito, representatividade e dignidade. Porém, ao se tratar de inclusão, vale ressaltar, se o objetivo de inserção não irá prejudicar o outro que também precisa de ser incluso, a exemplo o deficiente visual. Nesse viés, no que concerne a liguagem neutra no idioma brasileiro, vê-se que tal mudança acarreta problemas na comunicação e nas relações interpessoais, tais como: leitura e grafia de pessoas com baixo nível de alfabetização, deficiente visual e, também, dificulta a compreensão de alunos de ensino regular com a gramática normativa.

Ademais, na sociedade brasileira, a qual possui o ensino público retrógrado no que diz sobre conhecimento, uma vez que existe pouco investimento governamental na área da educação. Dessa forma, o número de cidadão analfabeto ainda é grande, pois, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 11 milhões de analfabetos. Isso significa que impor uma nova linguagem no idioma dificultaria ainda mais a comunicação entre os cidadãos.

Outro ponto importante é a exclusão de pessoas cegas, pelo fato de não conseguirem compreender a linguagem sem gênero por meio de softwares. Com isso, o que seria igualdade passa a ser desigual para uma parte da população. Nesse viés, vale ressaltar, também, que o Brasil não possui investimento significativo para deficientes visuais, com tecnologia avançada ao ponto de atualizar todo o software de modo adequado para facilitar a aprendizagem dos cegos.

Em suma, a utilização de uma nova linguagem na sociedade acarretaria consigo diversos problemas, como foi citado anteriormente, mas, um ponto importante a ser exposto é que o grupo LGBTs usam como exemplo de país, que aderiu a nova ideia, a Suécia e outros desenvolvidos, onde a educação é de boa qualidade. Portanto, para inserir essa mudança, é necessário, investimento governamental na educação básica e mais informação em redes sociais, favorecendo a todos, inclusive PCDs, tudo isso com verbas públicas, afim de promover melhores condições de igualdade.