A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 13/04/2022
De acordo com a Constituição de 1988, documento jurídico importantíssimo, prevê em seu artigo 03-IV, promover o bem a todos sem quaisquer marcas de discriminação. De maneira análoga a isso, a linguagem neutra em debate no Brasil. Nesse prisma, destaca-se dois aspectos importantes; o fito da adaptação de uma linguagem que atenda a população e a intolerância de gênero na sociedade brasileira.
Em primeira análise, evidencia-se a necessidade de mudança na gramática padrão da língua portuguesa. Sob essa ótica, de acordo com o G1, a Suécia implementou em sua norma-padrão a linguagem neutra. Dessa forma, é perceptível que a luta ainda presente no Brasil, pelo repelimentos de uma camada intolerante, indica a presença de uma cultura tradicionalista e homofóbica que não aceita a reforma gramatical para a inclusão destas minorias supracitadas. Não obstante, de acordo com a conquista na Suécia, é possível destacar que a implementação da linguagem neutra é plausível e necessária para atender a comunidade LGBTQIA+.
Outrossim, é notório a intolerância de gênero na sociedade brasileira que, concominantemente, está associado ao repelimento dos tradicionalistas em incluir a norma neutra na gramática. Dessa forma, parafraseando a filósofa Simone de Beauvoir, quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento. Consoante a isso, a busca pela manutenção e harmonia social será apenas alcançada, portanto, através do respeito pela diligência da inclusão e identidade de gênero na gramática portuguesa pela comunidade LGBTQIA+.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham concernir a linguagem neutra em debate no Brasil. Com isso, cabe ao Ministério da educação implementar projetos de debate nas escolas, a fim de desenvolver o senso crítico e o respeito dos jovens pela diversidade. Também, é importante implementar em meio didático a história da luta LGBTQIA+. Somente assim, tornar-se-à possível a efetivação dos elementos elencados na magna carta.