A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 13/04/2022

A ideologia sobre sexualidade e a definição de gênero são assuntos em constan-te pauta na sociedade e que geram inúmeros debates sobre diferentes perspecti-vas. Nesse contexto, a discussão acerca da linguagem neutra, ou seja, a substitui-ção dos artigos feminino e masculino por “x”, “e” ou “@”, torna-se essencial para o sentimento de pertencimento dos transgêneros. Porém, apresenta como dois grandes obstáculos: o preconceito e o desconhecimento sobre o tema.

Inicialmente, o preconceito existente em relação ao tema da neutralidade de gê-nero gera uma forte resistência de aceitação, bem como de reconhecimento dos transgêneros como parte integrante do coletivo social. Isso associado a declarações públicas como, por exemplo, de uma ministra brasileira de que “menino veste a-zul, e menina veste rosa” serve, apenas, para corroborar e incentivar a discrimina-ção e marginalização dessa minoria.

Sendo assim, as pessoas transgêneras e seus apoiadores defendem a introdução do gênero neutro como forma de gerar relevância para uma pauta social pouco discutida, mas fundamental para a formação de uma sociedade coesa. Além disso, o apoio de celebridades ajuda a fortalecer o movimento e iniciar a quebra de um tabu que perdura há anos. Como exemplo, tem-se a cantora norte-americana Demi Lovato que se reconhece como uma pessoa não-binária e solicitou que sempre a definissem por “elx” ao invés de “ela”.

Portanto, buscando-se a igualdade social, é imprescindível que as escolas públi-cas e privadas insiram a disciplina de educação sexual na grade curricular e, assim, ensinem as questões de gênero. Dessa forma, será possível criar cidadãos mais conscientes e com liberdade para não se limitarem a rótulos existentes.