A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 18/04/2022

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito a igualdade e ao bem-estar social. Porém, a necessidade de se debater sobre o uso da linguagem neutra no Brasil impossibilita que determinada parcela da população desfrute desses direitos universais na prática. Diante desse contexto, deve-se avaliar os fatores que favorecem esse quadro de imediato, dando destaque para a existencia de um genero neutro e as consequencia geradas por essa adoção.

Em primeiro plano, a educação é importante para o crescimento de um país. Atualmente, no século XXI, é racional acreditar que o Brasil possua um sistema de educação eficiente. Contudo, isso não é observado e os resultados desse contraste social são refletidos na ideia da possivel implantação do gênero neutro no Brasil como norma culta. Visto que na língua portuguesa só existe dois gêneros o neutro e feminino, essa questão é observada por quase todos os estudiosos do português gramatical de auto nível acadêmico. Em suma, é notado que para fins didáticos e facilitar a alfabetização das crianças, jovens e adultos, é ensinado que existe dois gêneros o masculino e feminino, mas, para o meio acadêmico não é bem assim.

Em segundo plano, faz-se mister ainda salientar o extremo problema que a implantação do gênero neutro pode trazer para a sociedade. Visto que, o direito a ser chamado pelo nome social, já conquistado atualmente está em vigor, e foi com muito sufoco e dificuldade que determinada parcela conseguiu esse feito, se o gênero neutro entrar em vigor, a luta de determinada classe será em vão pois elas não poderão mais escolher o pronome feminino ou o neutro usado atualmente para serem identificadas. Em síntese, o governo não deve retirar o direito de uma classe para amparar arbitrariamente outra.

Infere-se portanto que medidas são necessárias para resolver o problema. Urge, ao Ministério da Educação, promover palestras em escolas e associações de comunidades carentes, com profissionais qualificados, mostrando e orientando sobre a real existência do gênero neutro e feminino no português. Assim, espera-se ser preservado os direitos dos grupos que já conquistaram a possibilidade de serem identificados da maneira que como desejam.