A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 07/05/2022
O artigo 5, da Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia de uma linguagem neutra no Brasil, que inclua pessoas não-binárias e transexuais, o que além de grave, torna-se um problema inconstitucional. Nesse âmbito, destaca-se a importância desse tipo de linguagem para estabelecer uma inclusão social e repre-
sentar á classe de pessoas marginalizadas e excluidas da sociedade.
Nesse sentido, deve-se atentar ao peso que o tema tem para estabelecer uma inclusão social. Segundo São Tomás de Aquino todas as pessoas precisam ser tra-
tadas com a mesma relevância. Porém o ponto de vista do filósofo é contrariada, uma vez que, no Brasil, os transexuais e os não-binários são vítimas de discrimina-
ção contante. Dessa forma, debater sobre a linguagem neutra é de extrema necessidade, pois ela é um meio de inclusão para os indivíduos que não se encaixam no ’’ padrão’’ criado pela sociedade e que por isso vem sendo excluidos durante muito tempo.
Além disso, vale ressaltar que a linguagem neutra é uma maneira de representatividade. Para Rupi Kaur, ’’ A representatividade é vital’’. A poetiza ilustra sua tese fazendo alusão à uma borboleta que tenta ser mariposa por estar rodeada delas.Fora da poesia, verifica-se os mesmos contornos com as pessoas não-binárias que na maioria das vezes dejesam assim como os outros serem representadas nos discursos e nas falas. Desse modo, esse tipo de variação linguística é um caminho para a representatividade dessa população que é discriminada constantimente.
Portanto, o Ministério da Educação em parceria com a mídia deve cria um projeto que contará com workshop e palestra nas escolas, organizados e ministra-
dos por sociólogos que farão debates sobre a necessidade de por em prática a
linguagem neutra nos discursos sociais, por meio de verbas so governo e das redes sociais, a fim de formar uma pátria mais inclusiva . Assim, o país poderá avançar.