A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 11/05/2022

“Ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”, versículo bíblico citado no livro de João, pregando respeito e a harmonia coletiva. De maneira análoga a isso, à sociedade negligência subgrupos pertencentes ao movimento LGBTQIA+, tirando seu poder de fala ao negar o reconhecimento da escolha aos seus pronomes de tratamento, promovendo a exclusão do indivíduo.

A participante do Reality Bigbrother de 2022, Linn da quebrada, transexual, passou por uma série de invalidações ao não ser reconhecida pelo pronome escolhido dentro do programa, trazendo à tona uma discursão cada vez mais visível nas redes sociais, o conhecimento e uso da linguaguem neutra assim como o modo de uso. Em primeira análise, evidencia-se a barreira para inclusão, por não ser uma norma padrão o uso da forma neutra, seu conhecimento não se estende para os princípios de ensino educacional básico, visando sua adesão desde o começo a socialização infantil.

Além disso, é notório que a desinformação sobre o assunto atual causa estranheza aos falantes formais, que por sua vez, quando colocado diante um a indivíduo usuário dos pronomes neutros, acabe o tratando diferente ou com desrespeito. Desse modo, contradizendo o artigo 1º dos direitos humanos, que garante, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Com isso, torna-se evidente à segunda problemática, o desuso gera desacordo, fazendo que a parcela dos cidadãos usufruidora desses termos sejam prejudicados ao não serem reconhecidos.

Depende-se, portanto, realizar medidas que venham amenizar as disparidades da falta de inclusão à linguagem neutra e reconhecimento do ser humano como indivíduo. Dessa maneira, cabe à mídia abordar mais o debate, por meio de Podcast’s e vídeos sobre o assunto, em conjunto a Escola, ao promover à uma pergunta básica de “Como gostaria de ser tratado, ele, ela ou elu?”, com esse começo, gerando visibilidade e respeito. Assim, em no futuro, com o uso contínuo em conjunto com o estudo para a inclusão que favoreça todos os grupos sociais, a língua portuguesa adapte-se aos seus falantes, pois, o povo forma a cultura e com ela, sua língua.