A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 18/04/2022
Em 2021, a autora dos livros “Harry Potter”, J. K. Rowling, foi criticada por enfatizar a existência de apenas dois gêneros: masculino e feminino. Pensamentos como esse, realizados por indivíduos influentes, contribuem para a banalização das variadas identidades sexuais existentes; tendo como uma das consequências a não utilização da linguagem neutra pela sociedade.
Desde a pré-escola, as palavras “menino” e “menina”, são usadas para marcar diferenças físicas entre as crianças - corroborando com a visão antiquada da sociedade. A falta da comunicação neutra na educação básica, eleva a superioridade do homem - visto que, oficialmente, são as palavras masculinas que englobam os outros gêneros.
Adicionalmente, a ausência de regulações, leva a linguagem neutra a ser entendida como “frescura”; encontrando na internet, o único espaço que a reconhece. Mesmo estando num ambiente amplo, os termos neutros restringem-se às comunidades LGBTQUIA+, que por serem indivíduos marginalizados, têm sua linguagem excluída do resto da sociedade.
Enfatiza-se que a falta de debate sobre a comunicação neutra no meio escolar, contribui para a homogeneização dos gêneros sexuais - aparecendo, posteriormente, adultos intolerantes e preconceituosos. Assim, o Ministério de Educação junto com instituições escolares, devem regularizar a aprendizagem de termos neutros na educação básica; criando, ainda, cursos especializantes para que indivíduos LGBTQUIA+, sejam capazes de darem aulas às crianças.