A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 19/04/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5º, a garatia da igualdade perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverbado com ênfase na prática quando se observa a linguagem neutra no Brasil. Sob esse viés, é fundamental discutir os motivos pela qual iniciativa deveria ser tomada e as consequências que ela traria para a vida de muitos.
É sabido, que vivemos em um mundo preconceituoso, em que muitas vezes o “diferente” não é aceito, sendo um reflexo histórico, de uma sociedade moldada em padrões. Muitas pessoas do gênero trans ou intersexo, não se indentificam com a maneira pela qual são referidas, podendo inclusive se sentirem ofendidas com tal referência. A implementação dos pronomes neutros, não se diz respeito apenas à gramática, mas também a uma aceitação da sociedade por esses genêros, que muitas vezes sofrem distinção.
Convém ressaltar, a ausência de medidas governamentais para se combater a distinção de pronomes na língua portuguesa. Nesse sentido, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos sejam tratados de maneira igualitária. A vida de muitos que não se encontram com os pronomes do cotidiano, são interferidas negativamente por tal fato, pelo sentimento de não pertencimento ao espaço.
Em vista dos fatos mencionados,percebe-se a necessidade da adesão de medidas cabíveis para a implementação da linguagem neutra no Brasil. Faz-se necessário, uma parceria entre o Ministério da Cidadania- orgão de administração federal direta- e de mídias sociais, por intermédio de palestras e relatos pessoais de pessoas que sofrem com a problemática. Implementanto na gramática atual, a presença de pronomes neutros, com a finalidade de abrangir toda a população no meio escrito. Assim, desempenhando corretamente o “contrato social” do estado, tal como afirma John Locke.