A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 26/04/2022

De acordo com a Constituição de 1988, documento jurídico importantíssimo, prevê em ser artigo 03-IV, promover o bem a todos sem quaisquer marcas de discriminação. De maneira análoga a isso, a linguagem neutra em debate no Brasil. Nesse prisma, é destacado dois aspéctos importantes: o fito da adaptação de uma linguagem que atenda a população e a intolerância de gênero na sociedade brasileira.

Em primeira análise, evidencia-se a necessidade de mudança na gramática padrão da lingua portuguesa. Sob essa ótica, de acordo com o G1, a Suécia implementou em sua norma-padrão a linguagem neutra. Dessa forma, é perceptível que a luta ainda se faz presente no Brasil, pelo repelimento de uma camada intolerante, indicando a presença de uma cultura tradicionalista e homofóbica que não aceita a reforma gramatical para a inclusão destas minorias supracitadas. Não obstante, de acordo com a conquista na Suécia, é possível destacar que a implementação da linguagem neutra é plausível e necessária para atender a comunidade LGBTQIA+.

Outrossim, é notório que a intolerância de gênero na sociedade brasileira que, concominantemente, está associada ao repelimento dos tradicionalistas em incluir a norma neutra na gramática. Dessa forma, parafraseando a filósofa Simone de Beauvoir, quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consemtimento. Consoante a isso, a busca pela manutenção e harmonia social será apenas alcançada, portanto, através do respeito pela diligência da inclusão e identidade de gênero na gramática portuguesa pela comunidade LGBTQIA+.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham concernir a linguagem neutra em debate no Brasil. Com isso, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, implementar projetos de debates sobre o assunto em destaque nas escolas. Também, é imprescindível a implementação da história LGBT no meio didático escolar, com a finalidade de jovens e crianças terem contato com a conscientização e valorização das reinvidicações desse grupo social em destaque. Somente assim, a intolerância herdada pelo tradicionalismo será descontruído e haverá harmonia dos direitos sociais e, então, tornar-se-à possível a efetivação dos elementos elencados na magna carta.