A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 29/04/2022

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é isento de defeitos. No entanto, esse cenário não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a dificuldade de aceitação da linguagem neutra no Brasil. À vista disso, faz-se necessário um debate sobre as principais causas do revés: a negligência governamental e o déficit no sistema educacional.

Em primeiro lugar, cabe destacar que a negligência governamental para com a problemática a potencializa. Esse contexto de inoperância das esferas públicas de poder exemplifica a teoria das instituições zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na socieade, todavia sem cumprirem suas funções. Sob essa ótica, devido á baixa atuação do Estado, é possível perceber uma resistência da população no que diz respeito à inclusão da linguagem neutra no sociedade. Logo, como essa não incorporação impede a integração do grupo LGBT na sociedade, cabe ao governo tomar uma atitude.

Ademais, é preciso notar que o déficit no ensino brasileiro contribui com a perpetuação desse imbróglio. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Desse modo, fica claro que se as escolas começassem a integrar de forma progressiva a linguagem neutra nas aulas, certamente os alunos terão mais facilidade para aceitá-la como parte da cultura linguística brasileira.

Portanto, medidas são necessárias para ateunar o impasse. Para isso, é preciso que o Estado, por meio de mais investimentos no setor de educação, desenvolva um projeto que vise a inclusão da linguagem neutra na cultura brasileira. Esse projeto, destinado aos jovens e adolescentes das escolas, deve inculir a integração gradual da linguagem neutra nas aulas e além disso, campanhas de conscientização que ajudem na compreensão de que essa incorporação cuntribuirá com a inclusão social do grupo LGBT. Assim, espera-se alcançar a sociedade retratada por More me sua obra.