A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 24/05/2022
A linguagem neutra tem como intuito a substituição do artigo feminino e masculino por um “x”, “e” ou até um “@”, como por exemplo: “elxs”, “todxs”. Ultimamente esse meio de linguagem é utilizado para expressar sentimentos por alguém, como por exemplo: “elx é muito bonitx”, e é portanto, muito atuante no público adolescente e jovem, além de ser muito utilizado nas redes sociais e em aplicativos de vídeos.
No dia 28 de outubro de 2021, a Secretaria da Cultura publicou uma nota informando que proíbe a utilização de linguagem neutra em projetos financiados, ou documentos oficiais. Outro ponto que recebe críticas são as mudanças de grafia como “x” ou “@”, as quais dificultam a leitura e entendimento do leitor, um exemplo, são os indivíduos que possuem deficiência visual e que usam programas para ler textos, onde os softwares não fazem a leitura das palavras escritas dessa maneira e prejudicam esse grupo de pessoas.
Outro ponto importante de mencionar é que a linguagem neutra está vinculada ao movimento LGBTQIA+. Tal proposta de comunicação traz alguns posicionamentos, afirmando que essa linguagem é um um mecanismo de inclusão social, combatendo o preconceito e garantindo a igualdade de gênero, também afirmam que a mesma proporciona a inclusão de pessoas que não se identificam com a linguagem binária padrão.
Para que haja modificações na norma culta de um idioma, faz-se necessário que, primeiramente, a maioria de seus falantes façam uso de uma nova maneira de se expressar, algo que normalmente ocorre naturalmente ao longo dos anos. Porém esse não é o caso da linguagem neutra, pois ela ainda é uma forma muito recente e utilizada em ambientes e ocasiões para públicos muito específicos, além de comprometer outros grupos sociais, como os deficientes visuais, e os analfabetos. Portanto é possível entender que a linguagem neutra deve ser utilizada e qualificada como uma variante linguística.
Dessa forma, esse estilo linguístico não deve no momento influenciar na norma padrão da Língua Portuguesa. O governo continuará proibindo seu uso em livros didáticos, concursos públicos e eventos culturais, com o intuito de não ocorrer divergências comunicativas, e prevalencendo portanto a linguagem padrão.