A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 24/05/2022

Expressões neutras são comuns nas redes sociais e entre membros da comunidade LGBTQIA+. A principal tese para a criação da linguagem neutra, é que ela tem como objetivo evitar o uso dos gêneros tradicionalmente aceitos pela sociedade, de modo a tornar a comunicação mais inclusiva e menos sexista. A linguagem neutra é um dos principais temas debatidos na atualidade, sobre este tema, primeiramente é preciso entender o seu descabimento, assim como o fato de ser algo inconcebível.

A linguagem neutra é defendida por uma classe de pessoas que segundo estas, a linguagem neutra traria um maior acolhimento e respeito para pessoas que não se identificam com determinado gênero. Contudo, segundo vários especialistas, entre outros problemas gerados pela adoção desta reestruturação da gramática, haveria uma perda do ensino da norma culta da gramática, o entendimento de que a língua pode ser alterada pela força da lei, além de vários outros problemas que podem ser causados pela adoção desta linguagem.

A linguagem neutra também é inconcebível visto que gera um complicativo no idioma, uma dificuldade na compreensão e fala do idioma. Jordan Peterson, psicólogo clinico canadense, ficou mundialmente famoso após declarar a sua oposição a lei canadense C - 16, que entre outras coisas, impôs um controle legal à linguagem, com o uso da linguagem neutra. Para Peterson, as definições de “identidade de gênero” e “discurso de ódio”, utilizadas na legislação, são vagas, abrindo a possibilidade de abuso de poder por parte do estado. Nesse sentido, o psicólogo canadense replicou a crítica feita pelo autor inglês George Orwell, no livro 1984: “a linguagem pode ser usada pelo estado para condicionar o raciocínio”.

Portanto, ao entender tal problema, se faz necessário uma intervenção para que esta língua não venha a ser aplicada na norma padrão de nosso idioma. Esta intervenção deve partir do Ministério da Educação, reforçando a importância da norma culta em nosso idioma e proibindo escolas e faculdades de utilizarem tal linguagem, além de uma intervenção do Governo Brasileiro fiscalizando as instituições de ensino para verificar se estas medidas estão sendo cumpridas.