A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 16/05/2022
Recentemente, com o aumento da visibilidade da luta LGBTQI+, alguns tópicos foram abordados como forma de ampliar a inclusão social dessa comunidade. Dentre eles, o uso de pronomes neutros na língua portuguesa ganhou destaque. Adjacentes a isso, críticas polêmicas de cunho conservador foram geradas, com o objetivo de deslegitimar a alteração linguística.
Em decorrência disso, no ano de 2021 manifestou-se entre os indivíduos o uso de pronomes neutros para promover a inclusão de pessoas não-binárias, isto é, que não se identificam com nenhum gênero. No entanto, discussões relacionadas a esse assunto permeiam o campo do social e da gramática, uma vez que há uma divergência entre aqueles que defendem e aqueles que negam o uso do pronome.
Paralelamente a isso, existe a dificuldade em implementar esse sistema à Língua Portuguesa, que usa o pronome masculino para se referir a ambos os sexos, gerando, assim, grande controvérsia para uma mudança tão radical. Desse modo, as dificuldades de modificação são visíveis.
Além disso, mudanças nem sempre são aceitas. Porém, a implementação da linguagem neutra seria uma inclusão de grupos marginalizados que por se não se identificarem com os tradicionais masculino e feminino, enfrentam dificuldades e preconceito durante toda a vida.
Por essa razão, compreende-se a necessidade de desenvolver uma sociedade que respeite a individualidade de cada um, o que pode começar pela maior abrangência linguística. O Ministério da Educação e Ciência deve criar um projeto de lei que implemente palestras semestrais nas escolas, as quais abordem assuntos para o desenvolvimento humano voltado para o bem-estar coletivo. Entre os assuntos abordados, deve ser incluído o uso de tratamentos com pronomes neutros. Dessa forma, as crianças e adolescentes aprenderão, deste cedo, a terem consciência social em pequenos atos, com o obejtivo de não oprimir ou invisibilizar nenhuma parcela populacional.