A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 23/05/2022
Nos últimos meses temos percebido uma agitação maior quando o tema é ’linguagem neutra". Os defensores dessa linguagem defendem a implantação de letras como “x” e “u” para que incluam as pessoas que segunda sua visão são excluídas da sociedade e não se enquadram em genêro masculino ou feminimo. Porém, precisamos analisar se isso realmente inclui essas pessoas, ou se excluem mais pessoas ainda.
Quando tratamos da norma culta da Língua Portuguesa, falamos de uma língua que, ao longo do tempo, foi se modificando e se adequando para uma redundância de todas pessoas. Quando usamos “todos” estamos nos referindo a homens e a mulheres também. Porém, muitas vezes, o que acontece é que os defensores dessa linguagem veem a palavra “todos” como caracterização masculina e não como uma visão de todas as pessoas.
Muitas vezes, os defensores dessa linguagem, que a maioria se identifica entre LGBTQIA+ , que são pessoas que se consideram um genêro diferente de sua natureza biológica, querem que a sociedade os incluam. Mas existe um grande problema nisso. Hoje, no Brasil, temos várias pessoas com deficiências, como surdez, cegueira, gagos e mudos, que têm uma dificuldade bem maior para compreender a língua portuguesa. Modificando a língua, causaria mais dificuldades para essas pessoas do que uma visão de enclusão criada por esse grupo. Tentar destruir a língua de um povo, é tentar destruir sua nação. Os cegos, os mudos, surdos, teriam bem mais problemas para se adaptar a uma nova língua. Ou seja, essa ideia de que um linguagem neutra incluirá todos, não passa de uma mentira de inclusão quando se trata de uma minoria.
Hoje, temos uma Língua que ja inclui a todos, desde sempre, e nunca fez distinção de pessoas. E apesar de antes, no latim, termos um termo que de certa forma, era neutro, hoje temos uma língua que sempre inclui todos.
E assim como diz Olavo de Carvalho: " Língua, Religião e cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término de sua duração histórica."