A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 04/07/2022
Nos episódios da história “Torre de Babel” evidenciam-se cenas em que o mesmo povo começa a falar idiomas diferentes, ocasionando uma confusão em que ninguém entendia o que cada um falava e gerando uma falha na comunicação. De mesmo modo, a linguagem neutra em debate no Brasil não estaria longe de ser também uma utopia. Dessa forma, essa problemática deve ser discutida e analisada com cautela. Entre os fatores relacionados a essa discussão, podemos destacar: a mudança do idioma brasileiro e a exclusão de minorias juntamente com a confusão linguística na sociedade.
Sobretudo, a introdução dessa alteração exigida consiste em mudar a estrutura da linguagem conhecida e praticada atualmente no país. Resumidamente, as minorias que defendem essa prática não se sentem incluidas no seu dialeto materno. Entretanto, segundo a Academia Brasileira de Letras, o gênero masculino no português já cumpre a função do pronome neutro. Ademais, na história da língua portuguesa houveram diversas transformações que se deram com o passar dos anos, porém, essa transição não está ocorrendo de forma natural e sim implementada. Por isso, necessita-se de um olhar crítico para essa questão.
Como resultado, consequências são trazidas para minorias ou a sociedade como um todo. Por certo, de acordo com a publicação feita pelo “clube do português”, os deficientes visuais seriam uma minoria excluida com essa alteração- já que usam programas para a leitura textual-, assim como pessoas que não são acostumadas com esses termos ou não tem conhecimento sobre o assunto. Além disso, dificultaria a comunicação diária entre as pessoas e até mesmo escrever uma redação para o enem seria algo quase impossível de se achar coerência. Logo, não se trata somente de modificar dois ou mais termos.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com órgãos que regulam os idiomas realizem campanhas educacionais, por meio das redes sociais- como Instagram, Facebook e Twitter-, com a finalidade de conscientizar a população sobre a linguagem neutra discutida até os dias atuais e o que essa mudança traria para o nosso cenário. Dessa maneira, as cenas escritas sobre a “Torre de Babel” não serão um problema para o Brasil.