A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 18/07/2022
Demi Lovato, cantora norte-americana, publicou no “twitter” o fato de ser não-binária. À partir disso, os pronomes “they” ou “them”, considerados ausentes de gênero nos Estados Unidos, foram adapatados para o português como “elu”. Nesse sentido, o debate sobre a linguagem neutra no Brasil foi intensificado. Sob essa ótica, a relutância frente à inovação lexical é um problema, verdade explicada pela psicologia. Como consequência, há, infelizmente, a inviabilização do respeito às bases políticas da nação. Logo, um projeto para a resolução da problemática é mister.
Nesse cenário, a recusa por parte do corpo social frente ao dinamismo do português é um entrave inegável. Com base nisso, em psicologia, uma forma de pensamento presente em numerosas gerações, como a polarização da gramática entre dois gêneros, constitui o inconsciente coletivo. Nessa perpectiva, quando os brasileiros LGBTQIA+ introduzem debates nas redes sociais e nas ruas sobre a ampliação do léxico, parte da população que não se identifica com essa renovação resiste. Por conseguinte, não só ações de repressão, como a disseminação de ofensas no “instagram” com o uso do termo “elu” e “todes” ocorrem, mas também violência física em locais públicos.
Além disso, a perpetuação do entrave caracteriza a violação da constituinte. À vista disso, a Constituição de 1989, documento de suprema relevância para o país, assegura o bem-estar de todos os indivíduos. Porém, apesar de tal expressão sobre a democracia, as pessoas consideradas não-binárias e transsexuais estão alheias ao sentimento de pertencimento que a língua materna deve proporcionar. Isso porque a expressões gramaticais utilizadas em hospitais, panfletos e televisão, por exemplo, são guiadas pelo gênero feminino e pelo masculino. Como consequência, há violação da Carta Magna, uma vez que a qualidade de vida dos brasileiros é defasada.
Portanto, a resistência para com o uso dos neopronomes é uma imensa adversidade, uma vez que pode configurar no descumprimento da Federativa de 89. Desse modo, o Poder Executivo- porque é detentor do papel regulamentador- deve elaborar um projeto educacional, por meio de verbas. Por esse lado, a finalidade da ação é desenvolver ideias que promovam o respeito ao povo LGBT+ e que expressem a beleza dos neopronomes. Desse modo, o público alvo aprenderá que o respeito e o bem-estar popular é essencial para a efetivação da democracia. Logo, jovens, como Demi, estarão inseridos de modo qualitativo na sociedade.