A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 21/07/2022

Promulgada pela ONU ( Organização das Nações Unidas ) , em 1948 , a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social . No entanto , nota-se que há uma parcela da sociedade que não faz usufruto dessas garantias . Nesse contexto , deve-se analisar como a sexualidade e o preconceito influenciam no debate da linguagem neutra no Brasil .

Em primeiro lugar , cabe pontuar que a variação sexual é um assunto de suma relevância sobre o debate em questão . Isso ocorre visto que nos dias atuais , a identidade das pessoas vai muito além de nascer com um sexo , vai de acordo com os sentimentos e emoções . Nessa prerrogativa , o uso de uma linguagem específica pode não soar bem para cidadãos que não se identificam com seu corpo , já que esta limita a um tipo de gênero .

Outrossim , nota-se ainda , que existe um preconceito em uma parcela da população sobre o uso da linguagem neutra . Embora algumas pessoas abracem a causa sobre o uso de palavaras generalizadas , percebe-se que há outras que são contra essa ideia , por serem intolerantes a variação sexual , e sentem-se que apoiando essa linguagem seria o mesmo que apoiar a distinção sexual . Por consequência disso , ocorre a indefinição dessa linguagem no Brasil .

Torna-se evidente , portanto , que a questão da linguagem neutra no Brasil deve ser revista . Em razão disso , orgãos competentes , deveriam retifcar o sistema de linguagem no país a fim de anexar a forma neutra como ofical no dicionário português . Ademais , o Ministério da Educação deve implantar , nas escolas , aulas sobre tolerância sexual e de gêneros , com a finalidade de extinguir o preconceito no Brasil , pois segundo o filósofo Immanuel Kant , ´´ o ser humano é aquilo que a educação faz dele `` . Dessa forma , o debate será encerrado e todos garantirão seus direitos .