A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 02/08/2022
Algo que ganha muita visibilidade no período de eleição é o compartimento de ideologias partidárias e, juntamente à isso, as emissoras de televisão ajudam sendo a fonte mais viável para essa exposição, elas repassam os fatos sem emitir seu ponto de vista. No cenário atual, a imparcialidade na propagação de notícias está em falta e, mesmo após avanços jurídicos, se mantém presente no tecido social brasileiro. Nessa perspectiva, dois aspectos fundamentais para essa neutralidade são: o julgamento de informações e a omissão de ideologias pessoais.
Em primeiro plano, saber julgar é uma vertente essencial do ser humano pois é a partir dela que se torna possível estabelecer seus princípios. Sob essa óptica, conforme o sociólogo alemão Max Weber “é verdade científica unicamente aquela que pretende valer para todos que querem a verdade”, retratando que aqueles que buscam veracidade de fatos reais estabelecem a verdade universal, ou seja, apenas o uso da razão sem intervenção do pensamento. Sendo assim, deve ser um saber humano distinguir fatos de opiniões e, quando se domina essa diferenciação, não há chances de sofrer influências devido ausência da neutralidade no mundo televisionário contemporâneo.
Ademais, pessoas promulgadoras de informação, tanto na TV quanto na internet, defendem suas ideologias pessoais porém a transmissão necessita ser verídica, se não indivíduos influenciáveis acreditam em tudo que é compartilhado. Nessa análise, o livro “Factfulness”, escrito por Anna Rosling, busca mostrar a destruição de mitos com fatos reais de maneira divertida e respeitosa, ao se relacionar com o cenário jornalístico apresentam diversas semelhanças informativas. Assim, programas de televisão voltados aos jornais precisam rever seus métodos de compartilhamento de notícias.
Portanto, transfigura-se primordial adoção de medidas capazes de restringir a emissão de opiniões em programas de jornais. Logo, cabe ao Ministério das Comunicações junto as emissoras, proibir o uso da televisão como forma de compartilhar pensamentos pessoais, por meio de leis e punições, para que cada indivíduo tem a sua visão individual. Desse modo, a história da população brasileira receberá uma nova postura de combate com relação a essa neutralidade.