A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 06/10/2022
Atualmente, o debate sobre o uso da linguagem neutra para pessoas trans e não-binárias vem sendo muito polêmico no Brasil, seguido de discursos transfóbicos, causados não só pelo caráter individual mas também pela falta de representativi- dade e visibilidade sobre esse tema. Sobretudo é um assunto bastante comentado dentro das redes sociais dos jovens recentemente, por conta da visibilidade promovida a esse tema por séries de sucesso como “Euphoria” e “Heartstopper”.
Em primeiro plano, grande parte dos indivíduos que se opõem a linguagem neutra não fazem parte de nenhum grupo oprimido. Ou seja utilizam o discurso de manter a formal lingua portuguesa, sem que aja mudanças, como forma de velar a transfobia contida em seus discursos sobre esse tema. Ademais, esse grupo argumenta que o pronome masculino pode ser considerado neutro. Assim sendo um discurso que argumenta a favor da reprodução de construções linguistícas machistas.
Convém lembrar que por trás de debates sobre discursos ideológicos, existem pessoas que possuem um sentimento de não pertencimento dentro da sociedade, que pode ser resolvido com o acréscimo de uma palavra dentro do vocabulário brasileiro atual, ou com a inclusão de banheiros sem gênero. Haja vista que muitos indivíduos se sentem assim hoje, não tiveram acesso á nenhuma representativi- dade ou normalização sobre a linguagem neutra durante sua formação, nem mesmo por meio de mídias digitais. Por isso, seria de extrema importância para as gerações futuras aumentar a visibilidade e representatividade contida no Brasil sobre esse tema atual.
Portanto, a população, como reivindicadora de seus direitos, poderia pressionar o Estado por meio de protestos presenciais e mobilizações dentro das redes sociais, para criar uma lei, com o uso do poder legislativo e inserir oficialmente linguagem neutra dentro da língua portuguesa. Em suma para garantir a liberdade linguistíca para a população LGBTQIA+ e promover para as geraçoes futuras uma sociedade com mais empatia.