A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 11/11/2022
O Artigo 5°, da Constituição Federal de 1988, defende que todo cidadão brasileiro tem direito pleno à acessibilidade dentro de suas limitações. No entanto, percebe-se uma falha na garantia desse direito quando se fala no debate sobre a implantação da linguagem neutra no Brasil. Diante dessa perspectiva, observa-se a consolidação de um grande problema em virtude das gafes gramaticas e principalmente pela exclusão de pessoas especiais.
Convém ressaltar, a princípio, que a linguagem neutra apresenta como problema, erro de gramática, a redundância. Os que defendem o supracitado, alegam que no lugar da palavra “todos”, deve-se utilizar palavras como “todes” ou “todxs”, para que pessoas não binaria sintam-se incluidas. Porém, esse argumento apresenta um grande erro, pois a palavra “todos”, segundo a norma culta da língua portuguesa, assim como na inguagem popular, abrange à todos independente do gênero.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a exclusão das pessoas portadoras de deficiência, como surdez e cegueira. Quando pensa-se em linguagem neutra, a ideia inicial é inclusão, todavia, com a incrementação de palavras não habituais ao dicinário, o que acontece é o oposto, pois pessoas surdas, dependentes de leitura labial, e pessoas cegas, que usam o braile, enfrentaram grandes complicações na realização destas atividades.
Frente ao exposto, é impressindível que medidas sejam tomadas para que a linguagem neutra não possa tornar-se regra. Em vista disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas devem promover palestras para os estudantes, com o objetivo de que os assunto linguagem neutra e inclusão seja bem compreendidos pelos alunos, afinal, são eles que serão o futuro do Brasil.