A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 18/11/2022
O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional, mas também para a nação que no contexto hodierno, enfrenta significativos extorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles a linguagem neutra, representa a antítese máxima do símbolo patrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do seu desenvolvimento social. Esse lastimável panorâma é calcado na inoperância estatal e tem como consequência regresso do ser humano e da coletividade.
De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades contudo, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte, em relação ao exílio das pessoas que estão fora dos padrões de gênero estabelecidos pela sociedade. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato do capital político, negligência os direitos sociais indispensáveis, como o direito a expressão das suas idéias.
Por conseguinte engendra-se o declínio do ser humano e da coletividade. Posto isso de acordo com IBGE ao menos 2,9 milhões de pessoas se declararam homossexuais ou bissexuais, no país. Diante de tal exposto, a exclusão de pessoas que não se identificam com um gênero binário é uma atitude condenável que abre portas para outros tipos de isolamento em contextos sociais. Destarte é notório que o estado pepertua o retrocesso do ser humano e da coletividade no Brasil.
Depreende-se portanto que é mister a atuação governamental no deperecimento do ser humano e da coletividade. Assim, a fim de modificar essa realidade, com o objetivo de efetivar a inclusão da linguagem neutra no meio social, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente ao Ministério da Educação, a inclusão dos pronomes neutros no currículo das instituições educacionais do país. Tais ações deverão ocorrer por meio das redes sociais, palestras e campanhas nas escolas. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira, como uma realidade.