A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 20/11/2022
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Eixo Social (Saúde, educação, segurança, transporte…) e ao bem-estar social. Entretanto, a discriminação do pronome neutro impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiemamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletindo no discernimento com o próximo. Segundo Thiago Mio Salla, professor de português da Universidade de São Paulo, “Ao contrário da gramática tradicional, a chamada norma culta, a linguística acredita que a língua é viva e sempre disposta a alterações. A gramática é conservadora, não em uma questão moralista, mas no sentido de ser menos suscetível a mudanças” . Diante do exposto, podemos analisar que a comunicação pode ser mudada, mas a escrita pode ser um desafio a mais na conquista da inclusão.
É essencial, ainda, salientar a angústia como impulsionador do desconforto dos usuários da linguagem neutra. De acordo com a comunidade não-binária, muitas pessoas podem se sentirem oprimidas, pois se empurram para um contexto em que elas não se sentem representadas ao serem tratadas como masculino ou feminino. De acordo co, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação em parceria com o Estado, deveriam criar atividades de inclusão com especialistas do assunto. Dessa forma, o Brasil poderiam superar a falta de inclusão dos usuários de linguagem neutra.