A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 21/11/2022

No desenho animado da Netflix “Ridley Jones - a Guardiã do Museu”, um dos personagens utiliza a linguagem neutra e é aceito por todos. Fora de ficção, a situação é bem diferente da animação citada. Muitos membros da comunidade LGBTQI+, que fazem debates sobre o assunto, são ridicularizados. Com isso, evidenciam-se problemas como, o preconceito e a falta de informação.

Decerto, o preconceito sempre está em conversas sobre palavras neutras. Contudo, no artigo 3 parágrafo 4 da Constituição é mostrado que a República Federativa do Brasil visa promover o bem de todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminalização. Desse modo, analisa-se que não é respeitada a norma jurídica.

Além disso, a falta de informação faz com que as pessoas que não sabem do assunto ficar com uma opnião errada de que a língua seria apenas um reflexo da sociedade. Segundo Jonathan Moura, professor de língua portuguesa da Fiocruz e doutor em linguística, a neutralidade de gênero na língua vai além de questões relacionadas a pronomes. Dessa forma, interpreta-se que as informações certas são necessárias para um melhor entendimento.

Portanto, é de suma importância que o Estado tome providências. Para a conclusão do problema exige-se que o Ministério da Educação (MEC) promova, por meio de palestras e aulas, ações em que o assunto seja esclarecido e aprendido. Nas palestras e aulas deve ser explicitado a importância da linguagem neutra para os membros da comunidade LGBTQI+. Espera-se que, com essa medida, a garantia de uma realidade brasileira melhor.