A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 21/11/2022
O filósofo de São Tomás de Aquino diz que todos os indivíduos de uma sociedade democrática tem a mesma importância e os mesmos direitos. Entretanto no Brasil vemos que pessoas transsexuais e não-binários formam uma minoria que sofrem no processo de conviver em comunidade, visto que o país tem dificuldades para aceitar e respeitar esse grupo.
Entretanto, é necessário pontuar a negligência populacional e estatal em relação a inclusão de surdos e mudos que perdura até o cenário atual. Segundo o IBGE o número de analfabetos está em 11 milhões e de pessoas que tem libras como primeiro idioma em 10 milhões. No entanto apenas 2 milhões de pessoas falam como língua adicional, dificultando, dessa forma, a incersão de PCDs (pessoas com deficiências). Com isso, a uma clara quebra do “contrato social” do estado em relação á sua população, já que esta instituição não cumpre com o seu papel de fornecer os direitos fundamentais aos indivíduos.
Na série “Todxs Nós”, Rafa é panssexual e “não-binárie”, “elu” decide mudar de cidade e ir morar com seu primo e uma amiga. Ambos ficam supresos ao descobrir que Rafa se identifica com pronomes neutros e precisam se adaptar à uma nova realidade. Assim, para que a inclusão de não-binários seja feita, é necessário combater o preconceito primeiro. Assim, pode-se perceber o primeiro grande obstáculo: a aceitação social da comunidade LGBTQIAP+, segundo o relátorio da Transgender Europe (TGEU), o Brasil é o país que mais mata membros da comunidade fora da heteronormatividade. Dessa maneira, pode-se supor que a exigência do uso do pronome neutro pode tornar-se mais um agravante para tal dado.
Portanto, esse quadro deve ser revertido e analisado através de mudanças. Desta forma, cabe ao MEC (mineistério da educação e da cultura), por meio de palestras educacionais nas escolas e propagandas públicas na mídia, propagar os ideiais de aceitação e incersão coletiva na sociedade brasileira, visando, com isso, o cumprimento do contrato social de John Locke. Á vista disso, haverá, mediante a Educação, uma sociedade mais harmônica, já que, segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.