A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 21/11/2022
Na obra " Utopia", do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social é padronizado na ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade contemporâne é o oposto do que o escritor prega, uma vez que a linguagem neutra no Brasil apresenta barreiras para que os planos de More sejam concretizados. Esse cenário frustrante é fruto tanto da exclusão de pessoas trans não-binárias quanto da desinformação que a sociedade tem sobre o pronome neutro. Diante disso, é necessário a discussão sobre esses aspectos para o melhor funcionamento da população.
Desse contexto, é fundamental pontuar que a exclusão de pessoas trans não-binárias deriva da baixa atuação dos setores governamentais, precisando de mecanismos que impeçam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da soiedade, porém, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, a implementação da linguagem neutra no Brasil é um fator de falência. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa proposta estatal deforma urgente.
Ademais, é importante ressaltar a desinformação da população sobre a linguagem neutra sendo o promotor do problema. De acordo com a Associação Nacional de Travesti e Transexuais ( ANTRA), no ano de 2021, pelo menos 140 trans não-binários foram assassinados no país. Partindo desse pressuposto, é nítido como a negligência governamental é presente. Tudo isso retrata a resolução do empecilho, já que a desinformação contribui para a piora desse caso.
Depreende-se, portanto, medidas que venham melhorar e ampliar a linguagem neutra no Brasil. Dessa maneira, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e das Organizações não governamentais, será revertido em campanhas e investimento na conscientização em espaços educacionais, para que a população esteja ciente e cada vez mais preparadas para a inclusão de grupos não-binários. Com isso, é possível considerar o Brasil, um país, de fato, mais preparado e mais conscientizado para a inclusão de todas as pessoas.