A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 21/11/2022
Sob a visão filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos em uma sociedade democrática são de igual importância, além de terem os mesmos direitos e deveres. No entanto, é claro que as pessoas transexuais são um grupo muito desfavorecido no processo de coexistência em pé de igualdade no Brasil, pois o país enfrenta uma série de desafios para atender a essa necessidade. Dessa forma, o problema está implantado na população brasileira não só pelo preconceito, mas também pelo atraso tecnológico.
Portanto, há uma necessidade urgente de analisar e buscar medidas para enfrentar a falta de inclusão no país. Primeiramente, é preciso considerar o viés vivenciado por pessoas trans não binárias como impulsionador dessa questão. Nesse contexto, segundo o livro “Cem Chances”, mostra que a personagem secundária Larissa sofre preconceito de seus amigos após se assumir como uma mulher transexual. Para alcançar a inclusão de pessoas não binárias requer primeiro combater os preconceitos da sociedade na vida cotidiana para alcançar a inclusão.
Além disso, é válido apontar a regressão tecnológica como outro direcionador do problema. Dada a incapacidade do “software” moderno de ler esses neologismos, as mudanças de ortografia que substituíram os artigos femininos e masculinos dificultaram a leitura da mídia digital por pessoas com deficiência visual. Nesse sentido, é importante ressaltar que o problema a ser resolvido exige mudança e progresso.
Em suma, é claro que algo precisa ser feito para resolver essa divisão. Cabe, ao governo trabalhar com o Ministério da Educação - órgão responsável pela educação no país - para criar um programa que ensine as crianças desde cedo a combater o preconceito. A mídia também tem a responsabilidade de divulgar matérias que falem sobre os avanços que a tecnologia precisa fazer para que a inclusão aconteça também nos maiores meios de comunicação do momento.