A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 22/11/2022

Para Aristóteles, filósofo grego durante o período clássico da Grécia Antiga, a linguagem representa um meio de tradução da realidade, na qual somente através de seu exame que o mundo real pode ser expresso. Sob tal perspectiva, compreende-se o atual cenário inclusivo da sociedade brasileira, onde a falta de conhecimento histórico e sabedoria dos direitos e deveres potancializam a linguagem neutra em debate no Brasil.

Diante desse contexto, para Jordan Peterson, professor de psicologia nas universidades de Toronto e Harvard, a adoção do novo método linguístico representa, de modo contraditório, um ataque a liberdade de expessão. Segundo o professor “dizer às pessoas o que elas podem falar é diferente de impor uma nova forma, tornando a norma padrão em algo ilegal”. Por conseguinte, infere-se a falta de reconhecimento dos cidadãos sobre a Constituição que os delimita, propondo o debate cada vez mais frequente.

Portanto, entende-se que o artigo masculino da língua portuguesa abrange imediatamente a neutralidade,segundo Aldo Bizzocchi, autor do livro “O Universo da linguagem”. Para Bizzocchi, em razão da passagem do latim - cuja abordava o gênero neutro - para o português, as terminações do masculino e do neutro fundiram-se, resultando nas desinências atuais “o” e “a”. Tal panorama justifica a utilização do gênero marculino como neutro a partir da evolução fonética, denunciando a relação da linguagem com ideologias.

Por fim, em razão de solucionar tais debates de modo que cidadãos de diferentes orientações sintam-se incluídos, o conhecimento necessário deve ser semeado desde institutos educacionais. Para isso, o Ministério da Educação juntamente a órgãos escolares devem trazer ao ambiente de aprendizado palestras que proponham maior conhecimento a respeito de cidadania, como o psicólogo Peterson realiza. Deste modo, será possível destinar informações a quem realmente necessita, buscando através do debate, o melhor caminho para o Brasil.