A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 22/11/2022
A linguagem neutra está associada ao movimento LGBTQIA+. A proposta de comunicação trouxe algumas posições opostas, como a questão da demissão, ou apoiou tal movimento como mecanismo de inclusão.Criada há cerca de 10 anos, no contexto das redes sociais e do surgimento de coletivos militantes, grafa ‘x’, ‘@’ ou ‘e’ em substantivos para neutralizar o gênero gramatical
“Considero um equívoco o uso desse termo ‘linguagem neutra’ para a proposta que ele representa. Na verdade, esse movimento visa a inclusão social, sem discriminações, de todos os grupos da sociedade, tratando-se, pois, da proposta de uma ‘linguagem inclusiva’, ou ‘língua inclusiva’, o que é extremamente louvável”, diz a paulista, professora a mais de sete décadas Maria Helena de Moura Neves.
Tramita na Câmara dos Deputados o PL 5.248/20, que proíbe o uso da linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino públicas ou privadas no ensino da Língua Portuguesa no ensino básico e superior. A proposta inclui a vedação em documentos oficiais dos entes federados, em editais de concursos públicos, assim como em ações culturais, esportivas, sociais ou publicitárias que percebam verba pública de qualquer natureza.
Diante disso, é seguro dizer que não há necessidade de adicionar um pronome de gênero neutro ao nosso vocabulário, pois já existe um artigo em nosso idioma para todos, não excluindo classe ou gênero. Concluindo, se o pronome foi criado com a intenção de respeitar a comunidade LGBTQIA+, não haveria necessidade de utilizá-lo, logo não há necessidade de alterar a inclusão gramatical com as intenções erradas se já existe um pronome que abrange a todos.